Vinte e quatro horas para o adeus,
A um giro da Terra do fim de uma Era.
Sem lágrimas e abraços,
Não por favor.
Faremos pela última vez
Tudo que pensávamos
Ser eterno.
Que tal voltar a ser criança?
Vamos correr juntos pelos parques,
Nos desequilibrarmos e rolarmos pela grama.
Vamos entrar numa última guerra de bolinha de papel?
O que acha de sentar em volta de uma fogueira,
Pegar um violão desafinado e cantar aquela nossa canção?
Hoje a noite será a noite do Adeus,
Nos vestiremos toda a tarde para uma despedida.
Não serei mais um menino,
Pelo menos no papel.
Amanhã quando o sol nascer,
Serei um adulto.
Um adulto que gostaria de ser para sempre
Apenas um menino.
Encontrei essa pequena poesia numa pasta antiga, ainda assinada como Ton Lima. Data de 19/12/2006, um dia antes da formatura da escola, o que explica o título.
Nunca cheguei a publicá-la, então é inédita. Encontrei algumas outras, também assinadas como Ton Lima, que irei publicar aos poucos.
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