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Inicio da História

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Vou ficar afastado aqui do Blog por um bom tempo. É que estou escrevendo e publicando uma nova estória, Memórias do Guardião de Água. Obrigado a todos que me visitaram durante esses meses e, se puderem, podem passar no novo blog para acompanhar a estória, pois está bem legal.

http://memoriasdoguardiaodeagua.blogspot.com/

Até algum dia. E passem por lá.

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Depois de um bom tempo quase longe do Blog, na semana que vem eu vou começar a postar uma nova série: Memórias do Guardião de Água.

Essa série será diferente de todas as que eu escrevi aqui anteriormente, seguindo por um caminho muito mais de fantasia que de realidade.

Publicarei episódios semanais, todos os Sábados, a começar pelo próximo, dia 16.

Abraços.

Cansado...

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

A Negra Asa da Noite
Veio visitar-me.
Trouxe lembranças belas,
Sonhos lindos de épocas
Em que o mundo não estava sobre mim.

Como estão distantes
Os recentes momentos felizes.
São como pai e filho
Separados por um abismo.

Estou cansando de fingir sorrisos doces,
Enquanto minha alma chora.
Estou exausto de fingir satisfação,
Quando na verdade sempre desejei muito mais.

Eu ainda sou eu,
Mas o mundo já não mais o mundo;
Meu coração continua meu coração,
Mas minha vida já não é minha vida.

O caminho é longo,
O mundo é pesado,
Sozinho não dá mais.
Sozinho não...

Na Beira do Mar

Sábado, 25 de Abril de 2009

Sentei-me a beira mar,
A quanto tempo não sentia
O húmido vento bater em meu rosto.

Desejei que as ondas levassem os problemas,
Que os mergulhos afogacem minhas preocupações.
Quis minha mãe por perto,
Pois preciso reaprender a andar.
A andar com minhas pernas,
A bater no peito e dizer "Eu sou independente!".

Esquecendo que já sou grande,
Desejei crescer.
Crescer uma vez mais.
Talvez seja o desejo
De descobrir o que ainda não descobri,
Aprender o que a pouco não estava ao meu alcance.

E o mar, inquieto,
Lá a me escutar...

Dom da Mortalidade

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Quem nunca pensou em ser imortal? Viver para sempre, ser invencível. Mas não há alegria na imortalidade, só dor.

Imagine ver diante dos seus olhos seus filhos e netos envelhecerem e morrerem, um de cada vez. Agora tente ver o mesmo acontecendo com o amor de sua vida. Já pensou nisso acontecendo milhares e milhares de vezes? Isso é ser imortal.

A imortalidade não seria uma dádiva, e sim uma maldição. Você estaria sendo presentiado com a dor de ver todos que você ama e admira serem vencidos pelo tempo, e você permanecer vitorioso.

A mortalidade, a brevidade da vida é um dom. Devemos saber reconhecer.

Caminhos sem opção

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009



Existem coisas que acontecem na nossa vida e você nem sabe porque, seja ela boa ou ruim. Tem coisas que acontecem por acontecer, você não as controla.

Hoje estava assistindo televisão quando vi no noticiário a morte de uma criança. Um ultraleve simplesmente caiu em cima dela, enquanto a criança andava pela rua. Apavorante e triste.

Ocorre o mesmo quando você é demitido do seu emprego, quando leva um fora da namorada ou naquele dia de chuva que um carro passa e te molha completamente.

Apesar das situações citadas serem claramente opostas, são muito semelhantes: em nenhuma delas você tem controle sobre o que está acontecendo. Você não escolhe morrer, não é demitido daquele emprego super legal por que deseja, nem vê a paixão da sua vida partir por gosto. Simplesmente não há controle sobre essas coisas. E a ausência de opções faz parte da vida, como falar, andar e correr.

O ser humano passa toda a vida tentando ter controle sobre o que ocorre ao seu redor. E a maioria só descobre que isso é uma tolice quando já perdeu tempo demais tentando. O rio corre para onde a natureza manda, os pássaros migram para o sul porque seu instinto manda assim. Não é escolha deles, não existe opção.

Apesar de ser duro, temos que nós acostumar com o fato: não controlamos a vida, nem o destino e tão pouco o que ocorre ao nosso redor. Aceitar um fato que você não pode mudar é tão sábio quanto lutar por uma coisa que poder ser alterada.

Comunicado

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Pessoal, como vocês perceberam, estou precisando me afastar um pouco do Blog. Tenho bastante trabalho acumulado e não tenho muito tempo disponível para escrever.

Então, por um tempo, o blog está congelado e a agenda normal do blog suspensa.

Até uma próxima vez.

Pra Casa com a Mamãe

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

- Você pode começar a me explicar Genivaldo. O que você esperava conseguir com aquela sirigaita?


Sexo, é claro. No mínimo um beijo na boca. Mas não é o tipo de resposta para uma mãe muito, muito zangada.


- Ela é só uma amiga. Nada mais.


- E por que não me contou, Genivaldo, que o “amigo” que iria encontrar usa calcinha? Hã?


- Mamãe, por favor. Isso é maneira de falar? E já te pedi pra me chamar de Gê.


- Não mude de assunto. E, além do mais, Gê lá é nome de gente, menino? Vê se pode.


- Mamãe, preciso de espaço. Já tenho dezoito anos e você ainda me trata como criança. A cena no restaurante foi vergonhosa.


- Só te protejo das aproveitadoras. Você é muito bobinho e não sabe escolher a uma namorada descente.


A namorada “descente” que a mãe de Gê dizia era alguma que não beijasse antes do casamento, não aceitasse abraços antes da lua de mel e não desse nem a mão. Se alguém conhecer alguém assim, avisa para o menino, tá legal?


- Chegamos, filho. Agora, já para o seu quarto. Vamos!


- Mãe! Está me tratando com criança outra vez. Já tenho dezoito anos e...


- E ainda mora embaixo do meu teto. Então, eu digo o que fazer e você obedece. Pro quarto, agora!


- Aff...


Lírios da Juventude

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

O Sol começava a se esconder naquela tarde, já tão longe, refletindo sua forma alaranjada nas águas da praia, misturando-se ao azul límpido e ao branco das espumas que as ondas causam. A paisagem que só um pôr do sol pode proporcionar a um casal apaixonado.

O calor do dia já havia sido amenizado e a areia estava cheia de famílias e casais, que aproveitavam os últimos fios de claridade, num “até logo” emocionado ao astro rei.

A praia estava cheia, mas para mim só existia Pâmela, a flor mais linda e formosa que já brotou nesse lindo jardim chamado Terra. Eu a havia prometido um fim de tarde como aquele, e todo o esforço que tive de fazer para estar ali valeu quando vi o sorriso luminoso em seu rosto corado.

Estávamos em cima de uma pedra, longe dos outros mortais, numa dimensão só nossa. Toquei em sua mão, e ela não a retirou. Ficamos assim por alguns minutos, de mão dadas e sentados na praia, sem coragem de ir além daquilo.

O manto escuro e estrelado da noite começava a cobrir o céu. A lua, cheia, branca e magnífica, viera nos abençoar. Ah, namorar a luz da lua... Você deveria tentar alguma vez na vida.

As mãos foram se aproximando, e quando vimos, estávamos abraçados. A luz da lua, o som do mar, o céu estrelado... Quando demos por nós, o beijo já havia acontecido. Não algo forçado, nascido da vontade de um dos dois lados. Aquele havia fluído, escapado de nossos lábios. Nós pulamos para lados opostos, rubros de vergonha. Éramos, sem dúvida, dois apaixonados. Jovens, mais ainda sim apaixonados.

Sentia, e sinto, por Pâmela uma daquelas paixões que te arrebatam apenas uma vez na vida, daquelas que você olha para a pessoa amada e diz para si mesmo que deseja envelhecer ao lado dela. Um daquelas amores profundos que te tira de sintonia, desliga você do mundo. Um amor, acima de tudo, inocente.

- Pâmela, você estava vendo aquela estrela? Disse a minha querida apontando para a primeira estrela que brilhou no céu daquela noite.

- Sim, o que tem Caio?

- Vou dar a ela seu nome. Assim, todas as vezes que a estrela aparecer, primeira no céu, anunciando a noite que chega, você vai lembrar de mim e eu de você.

- Caio, que lindo... Mas, ela já deve ter um nome, não?

- Ela é nossa estrela, ela é sua estrela. E será só nossa, nosso segredo, então, não tem problema.

Demos as mãos mais uma vez. Confesso que desejei naquele dia, e em muitos outros que ainda viriam, que tivesse o poder de para o tempo. Tinha o anseio de tornar aquele momento eterno. No entanto, não tenho nem uma fotografia.

Levantamos e fomos cada um para sua casa. Ela foi de ônibus; eu também, se é que, naquele dia, parecia mais que estava flutuando pelo ar, levado pelo vento, carregado nos braços de Hermes.

Eu estava terminando o curso de engenharia e ela o de enfermagem. Nossos pais aprovavam nossa relação, e o pai de Pâmela me adorava. No dia seguinte conversei com meu pai sobre minha intenção de casamento. Ele mostrou um rosto de preocupação misturada com orgulho. Ficou acertado que meu pai e eu compraríamos nossa casa e o pai de Pâmela faria a festa e a decoração da igreja.

Havia conversado tudo com meu pai e com o pai dela, mas minha amada em si ainda não sabia de nada. Marquei com ela naquela mesma pedra, no mesmo horário. Comprei um anel e fui até a floricultura. Passei mais tempo escolhendo a flor certa para dar para ela do que escolhendo a aliança. Rosas eram muito comuns; cravos muito agressivos. O vendedor, então, mostrou-me os lírios. Como eram lindos! Decidi-me por um buquê de lírios, brancos e majestosos, ao mesmo tempo delicados, como nosso amor.

Não fui de terno, fui como sempre ia aos encontros. Cheguei por trás dela, para esconder as flores.

- Pâmela, tenho uma coisa muito importante pra te perguntar.

- Fala. Ela respondeu, um pouco assustada com a pergunta séria e repentina.

- A decisão que você tomar aqui vai ser a mais importante da minha vida, por isso, pense com carinho, ok.

- Ok, mas faça logo essa pergunta, já está me deixando ansiosa.

- Pâmela, meu amor, minha querida, estrela do meu céu: você gostaria de unir nossas vidas, casar-se comigo, dividir os seus sonhos e anseios comigo enquanto eu faço o mesmo por você?

Meu rosto suava, minha mão estava gelada. Os meus olhos estavam cheios de lágrimas e meu coração repleto do medo de uma possível rejeição. Pâmela me olhou perplexa, surpresa com o pedido. Demorou um minuto, que para mim foram Eras inteiras, olhando para as ondas e para a lua, mais uma vez cheia testemunhando aquela momento. Virou-se para mim com os olhos igualmente repletos de lágrimas e emoção.

- Nada me faria mais feliz nesse mundo, Caio. Nada...

E me beijou.

(O conto Flores a Vida continua na próxima semana, com Rosas da Maturidade, a segunda parte)

Pra casa com o Sobrinho

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

H2S: Pra Casa com o Sobrinho

Um fora. Todo o início de uma manhã gasto na praia e Sandrão só havia conseguido um fora. Sem beijinhos, sem carinhos, nem um abraço conseguiu. E pra melhorar o dia, lá vinha sua irmã com seu sobrinho.

- San San, você não esqueceu que prometeu ficar com o Yuri para mim, esqueceu?

- Lógico que não. Como você pensou em algo desse tipo?

É lógico que ele tinha esquecido.

- Vou buscá-lo mais tarde, ok?

- Como você é bem humorado, San San. Vou trabalhar agora, o Yuri está aqui e agora é responsabilidade sua. Bye, filho.

- Bye, mãe.

- Fala tio Sandro, o que vamos fazer?

- Primeiro ir para casa. Vamos pegar o ônibus, tem dinheiro?

- Ora, o adulto assalariado aqui é você.

- Tudo bem, tudo bem, eu pago. E você ainda vai ter o show do seu tio conquistador no ônibus.

Yuri sabia que o tio era a maior piada com as mulheres. Mas preferiu ser discreto dessa vez.

- Tá bom, quero só ver.